terça-feira, 11 de setembro de 2018
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segunda-feira, 1 de maio de 2017
Mais amigos, mais descontos
O legado de Paulo Freire para a Educação
Pedagogo morreu há vinte anos, no dia 2 de maio. Mas suas ideias seguem inspirando o ensino em todo o mundo
Por: Anna Tenório e Paulo Trigueiro

A turma inteira está sentada em cima de um tapete de lã, estendido do lado esquerdo da sala de aula. Thainá segura um pequeno cartão de papel guache. A janela desenhada na superfície chama a atenção da menina de 8 anos. Enquanto observa o desenho, letras de madeira estão dispostas no chão, todas embaralhadas.
Curiosa, a menina mexe as peças até encontrar a letra ‘J’, que vai formar a palavra em sua completude. À frente da menina, através de uma janela real, se avista a paisagem da mata fechada que denota a inacessibilidade do local. É em escolas como esta, na Zona Rural de Ipojuca, a mais de 45 km da Capital Pernambucana que as ideias de Paulo Freire mais são aplicadas.
Pela abordagem freiriana, é importante alfabetizar e ensinar as pessoas de acordo com sua própria realidade. Na escola Nossa Senhora da Soledade, a realidade das crianças são as vivências na roça. Lama na estrada de barro causada pela tempestade da noite anterior, coaxar de rãs, balouçar da cana-de-açúcar.
Por isso, a professora Cícera Araújo sempre faz referências à vida no campo. Para uma turma de alunos com idades diferentes como essa, a metodologia também traz bons resultados.
"Dá para trabalhar de forma interdisciplinar. Se eles têm galinheiros, por exemplo, fica mais fácil produzir atividades e interagir quando o tema é a galinha”, ressaltou. A perspectiva do pedagogo, contudo, não se limita a pensar a alfabetização. “Pode ser aplicado para biologia, por exemplo. Exploramos e aplicamos o conhecimento do cotidiano. Pescaria, plantações, frutas.” Para as crianças, é um mundo que se abre. Tudo sempre existiu, mas só agora pode ser representado e compreendido.
São as aulas externas que mais movimentam os pequenos. Sorriem enquanto aprendem sob o pé de acerola. Estreito e alto, tem galhos compridos que quase tocam o chão. As frutas mancham de vermelho o chão e as roupas das crianças. Adriely Monique, 11 anos, estuda na mesma sala da sua irmã, Emily Raísa, 8, e a ajuda a colher as acerolas, para participarem juntas da aula.
Elas vivem na roça desde que nasceram. Para Adriely, estudar sobre as suas próprias vivências é fundamental porque ela pode materializar o que estuda. “Em casa, falo o que vi aqui na aula e todo mundo sabe o que é.”
A cultura local também é estudada em sala de aula por eles. “Muitos dos livros são com conteúdos de outros estados ou da Capital. É importante que eles saibam sobre o que que permeia a história deles”, esclareceu Cícera. No último 19 de março, dia de São José, as crianças plantaram milho para falar tanto sobre a evolução da planta quanto para conhecer sobre a própria geografia da Zona Rural de Ipojuca e Escada, cidade vizinha e cujos limites se confundem com frequência.
Influência ontem e hoje
Fim dos anos 1950 e a Capital pernambucana sequer dispunha de uma Secretaria de Educação. Os estabelecimentos de ensino municipais, por consequência, também não existiam.
Recife, então, passou a testemunhar associações de moradores, clubes populares e até prédio de liga de dominó sendo transformados em escolas improvisadas, voltadas para alfabetização de adultos e à educação básica. A igreja e os grupos de esquerda eram os responsáveis pela mudança. Tinham criado o Movimento de Cultura Popular (MCP), com o ensino sendo um de seus tentáculos mais importantes. E passaram a efervescer culturalmente a Cidade.
“Muito da visão de educação e cultura era elitista na época. Era aquela ideia tradicional, da música clássica, que não atingia o povo. Recife passou a mudar quando o MCP passou a ver as coisas mais simples como cultura, também”, contextualizou o professor de História do IFPB Dimas Veras. Freire naturalmente se tornou um líder do braço educacional do MCP e sua teoria aplicada na prática da alfabetização.
As propostas de Freire eram confundidas com o marxismo, de acordo com Dimas. “A confusão era alimentada pela formação da Frente do Recife, progressiva, popular, que surgia naquele momento elegendo Miguel Arraes e Pelópidas Silveira, que apoiavam o MCP.
Mas na verdade, ele não era marxista, nunca falou a partir dos meios de produção e, sim, da cultura. Ainda por cima, estava no MCP por ligação à igreja e não aos grupos de esquerdas. Tinha um pensamento próprio.” Em 1964, o Sítio da Trindade, em Casa Amarela, uma das escolas do MCP, foi tomado por militares e uma fogueira improvisada em frente ao prédio consumiu o material didático que havia.
“Na época, havia uma polarização política semelhante à atual. Freire pensa numa educação libertadora, quer autonomia da classe mais baixa, quer fazer com que eles possam transformar a própria história, era tido como subversivo porque isso poderia mexer no status quo social”, avaliou o professor.
“A história se repete hoje, com Freire confundido por pessoas que não entendem que educação é importante em qualquer sistema. Mas, enquanto houver desigualdade, Paulo Freire vai continuar sendo um clássico”, finalizou Dimas, citando o pensamento do pedagogo.
Por: Anna Tenório e Paulo Trigueiro

A turma inteira está sentada em cima de um tapete de lã, estendido do lado esquerdo da sala de aula. Thainá segura um pequeno cartão de papel guache. A janela desenhada na superfície chama a atenção da menina de 8 anos. Enquanto observa o desenho, letras de madeira estão dispostas no chão, todas embaralhadas.
Curiosa, a menina mexe as peças até encontrar a letra ‘J’, que vai formar a palavra em sua completude. À frente da menina, através de uma janela real, se avista a paisagem da mata fechada que denota a inacessibilidade do local. É em escolas como esta, na Zona Rural de Ipojuca, a mais de 45 km da Capital Pernambucana que as ideias de Paulo Freire mais são aplicadas.
Pela abordagem freiriana, é importante alfabetizar e ensinar as pessoas de acordo com sua própria realidade. Na escola Nossa Senhora da Soledade, a realidade das crianças são as vivências na roça. Lama na estrada de barro causada pela tempestade da noite anterior, coaxar de rãs, balouçar da cana-de-açúcar.
Por isso, a professora Cícera Araújo sempre faz referências à vida no campo. Para uma turma de alunos com idades diferentes como essa, a metodologia também traz bons resultados.
"Dá para trabalhar de forma interdisciplinar. Se eles têm galinheiros, por exemplo, fica mais fácil produzir atividades e interagir quando o tema é a galinha”, ressaltou. A perspectiva do pedagogo, contudo, não se limita a pensar a alfabetização. “Pode ser aplicado para biologia, por exemplo. Exploramos e aplicamos o conhecimento do cotidiano. Pescaria, plantações, frutas.” Para as crianças, é um mundo que se abre. Tudo sempre existiu, mas só agora pode ser representado e compreendido.
São as aulas externas que mais movimentam os pequenos. Sorriem enquanto aprendem sob o pé de acerola. Estreito e alto, tem galhos compridos que quase tocam o chão. As frutas mancham de vermelho o chão e as roupas das crianças. Adriely Monique, 11 anos, estuda na mesma sala da sua irmã, Emily Raísa, 8, e a ajuda a colher as acerolas, para participarem juntas da aula.
Elas vivem na roça desde que nasceram. Para Adriely, estudar sobre as suas próprias vivências é fundamental porque ela pode materializar o que estuda. “Em casa, falo o que vi aqui na aula e todo mundo sabe o que é.”
A cultura local também é estudada em sala de aula por eles. “Muitos dos livros são com conteúdos de outros estados ou da Capital. É importante que eles saibam sobre o que que permeia a história deles”, esclareceu Cícera. No último 19 de março, dia de São José, as crianças plantaram milho para falar tanto sobre a evolução da planta quanto para conhecer sobre a própria geografia da Zona Rural de Ipojuca e Escada, cidade vizinha e cujos limites se confundem com frequência.
Influência ontem e hoje
Fim dos anos 1950 e a Capital pernambucana sequer dispunha de uma Secretaria de Educação. Os estabelecimentos de ensino municipais, por consequência, também não existiam.
Recife, então, passou a testemunhar associações de moradores, clubes populares e até prédio de liga de dominó sendo transformados em escolas improvisadas, voltadas para alfabetização de adultos e à educação básica. A igreja e os grupos de esquerda eram os responsáveis pela mudança. Tinham criado o Movimento de Cultura Popular (MCP), com o ensino sendo um de seus tentáculos mais importantes. E passaram a efervescer culturalmente a Cidade.
“Muito da visão de educação e cultura era elitista na época. Era aquela ideia tradicional, da música clássica, que não atingia o povo. Recife passou a mudar quando o MCP passou a ver as coisas mais simples como cultura, também”, contextualizou o professor de História do IFPB Dimas Veras. Freire naturalmente se tornou um líder do braço educacional do MCP e sua teoria aplicada na prática da alfabetização.
As propostas de Freire eram confundidas com o marxismo, de acordo com Dimas. “A confusão era alimentada pela formação da Frente do Recife, progressiva, popular, que surgia naquele momento elegendo Miguel Arraes e Pelópidas Silveira, que apoiavam o MCP.
Mas na verdade, ele não era marxista, nunca falou a partir dos meios de produção e, sim, da cultura. Ainda por cima, estava no MCP por ligação à igreja e não aos grupos de esquerdas. Tinha um pensamento próprio.” Em 1964, o Sítio da Trindade, em Casa Amarela, uma das escolas do MCP, foi tomado por militares e uma fogueira improvisada em frente ao prédio consumiu o material didático que havia.
“Na época, havia uma polarização política semelhante à atual. Freire pensa numa educação libertadora, quer autonomia da classe mais baixa, quer fazer com que eles possam transformar a própria história, era tido como subversivo porque isso poderia mexer no status quo social”, avaliou o professor.
“A história se repete hoje, com Freire confundido por pessoas que não entendem que educação é importante em qualquer sistema. Mas, enquanto houver desigualdade, Paulo Freire vai continuar sendo um clássico”, finalizou Dimas, citando o pensamento do pedagogo.
segunda-feira, 30 de maio de 2016
Material Completo para o Exame da OAB
Software com TODO material necessário para Passar na OAB.
TODAS as provas da OAB dos últimos anos.
E ainda 13 resumos das principais matérias.
Dicas para primeira fase e segunda fase.
Toda a legislação exigida.
Comentarios de várias questões de segunda fase.
Vários modelos de petição.
Tudo isso para ajudar você a se preparar e passar na OAB.
E eu sei que você não tem todo tempo do mundo para se preparar, estudando com as provas anteriores e simulados você vai utilizar o seu tempo de forma mais eficiente possível. Você vai estudar apenas o que realmente cai nas provas!
Como fazer uma boa redação!!
Você precisa fazer uma boa redação para um concurso?
Vai prestar Enem este ano?
Tem boas idéias?
Não perca esta oportunidade de passar na frente dos concorrente!!!
Dominar a arte da escrita é um trabalho que exige prática e dedicação. No entanto, conhecer seu lado teórico é muito importante. Aqui você encontra um resumo desta teoria com dicas de como fazer uma redação de qualidade. Aplique-a em seu trabalho mas não se esqueça: você precisará fazer a sua parte, isto é, escrever.
SIMPLICIDADE
Use palavras conhecidas e adequadas. Escreva com simplicidade. Para que se tenha bom domínio, prefira frases curtas. Amarre as frases, organizando as ideias. Cuidado para não mudar de assunto de repente. Conduza o leitor de maneira leve pela linha de argumentação.
CLAREZA
O segredo está em não deixar nada subentendido, nem imaginar que o leitor sabe o que você quer dizer. Evidencie todo o conteúdo da sua escrita. Lembre-se: você está comunicando a sua opinião, falando de suas idéias, narrando um fato. O mais importante é fazer-se entender.
OBJETIVIDADE
Você tem que expressar o máximo de conteúdo com o menor número de palavras possíveis. Por isso não repita ideias, não use palavras demais ou outras coisas que só para aumentem as linhas. Concentre-se no que é realmente necessário para o texto. A pesquisa prévia ajuda a selecionar melhor o que se deve usar.
UNIDADE
Não esqueça, o texto deve ter unidade, por mais longo que seja. Você deve traçar uma linha coerente do começo ao final do texto. Não pode perder de vista essa trajetória. Por isso, muita atenção no que escreve para não se perder e fugir do assunto. Eliminar o desnecessário é um dos caminhos para não se perder. Para não errar, use a seguinte ordem: introdução, argumentação e conclusão da ideia.
COERÊNCIA
A coerência (coesão) entre todas as partes de seu texto, é fator primordial para se escrever bem. É necessário que elas formem um todo. Para isso, é necessário estabelecer uma ordem para que as ideias se completem e formem o corpo da narrativa. Explique, mostre as causas e as consequências.
Exemplos: Obedecer uma ordem cronológica é um maneira de se acertar sempre, apesar de não ser criativa. Nesta linha, parta do geral para o particular, do objetivo para o subjetivo, do concreto para o abstrato. Use figuras de linguagem para que o texto fique interessante. As metáforas também enriquecem a redação.
ÊNFASE
Procure chamar a atenção para o assunto com palavras fortes, cheias de significado, principalmente no início da narrativa. Use o mesmo recurso para destacar trechos importantes. Uma boa conclusão é essencial para mostrar a importância do assunto escolhido. Remeter o leitor à ideia inicial é uma boa maneira de fechar o texto.
LEIA E RELEIA
Lembre-se, é fundamental pensar, planejar, escrever e reler seu texto. Mesmo com todos os cuidados, pode ser que você não consiga se expressar de forma clara e concisa. A pressa pode atrapalhar. Com calma, verifique se os períodos não ficaram longos, obscuros. Veja se você não repetiu palavras e ideias. À medida que você relê o texto, essas falhas aparecem, inclusive, erros de ortografia e acentuação.
Não se apegue ao escrito. Refaça se for preciso. Não tenha preguiça, passe tudo a limpo quantas vezes forem necessárias. No computador, esta tarefa se torna mais fácil. Faça sempre uma cópia do texto original. Assim você se sentirá à vontade para corrigir quanto quiser, pois sabe que sempre poderá voltar atrás.
Essas foram algumas dicas.
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terça-feira, 12 de abril de 2016
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
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segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Alfabetização de jovens e adultos
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sexta-feira, 12 de junho de 2015
Como uma vírgula acabou com um namoro no dia dos namorados
Por Dílson Catarino*:
Conta-se que, em Palmeirinha do Vale, cidade de dezessete mil viventes, que se situa perto de Santana do Arrebol do Oeste, havia uma professora de português, extremamente rígida, de nome Austeresa de Jesus. Ela era de tal modo rigorosa para com os alunos que estes temiam encontrá-la mesmo no dia a dia, na praça central, na mercearia, na farmácia.
Dizem que ela interpelava seus pequenos educandos, estivessem onde estivessem, sobre as mais variadas regras gramaticais. Ai de quem não soubesse a resposta: ela sacava seu caderninho rosa, anotava o nome da vítima, a pergunta que lhe fizera, a resposta dada --ou a falta dela-- e o quanto valia relativamente à nota escolar.
Dependendo do grau de dificuldade da pergunta, ela diminuía 0,1, 0,2 ou 0,5 da nota que o aluno tirasse na prova seguinte. Era um suplício para as pobres crianças palmeirinhenses.
Quando Austeresa era jovem, enamorou-se de um belo rapaz, também professor de português, de nome Telos Alonso. Ele, porém, não tinha a mesma capacidade intelectiva dela nem a mesma habilidade em sala de aula nem a mesma rigidez. Era um moleirão a bem dizer, que nem gostava muito de estudos aprofundados. As maldizentes até comentavam que ele não era homem para uma mulher como Austezinha, como a chamavam carinhosamente.
O namoro entre eles durou exatamente onze meses e vinte e sete dias. O estopim para o término do relacionamento foi um cartão que ele lhe mandara no dia dos namorados em que escrevera "Para a minha namorada Austereza de Jesus". Ao ler esses dizeres, quase teve uma síncope; chegou a perder o juízo. Pegou de uma caneta e imediatamente escreveu-lhe uma pequena carta, em que dizia:
"Telos Alonso, é de conhecimento geral em Palmeirinha que tolero os maiores sofrimentos, que suporto as maiores provações. É, no entanto, também comentário corrente que há duas situações que jamais enfrentarei: traição e erro gramatical. E você, meu ex-amado, acabou de cometer ambos: você, professor de português, sabe muito bem que os nomes próprios femininos formados pela posposição do sufixo -esa ao radical se escrevem com S, não com Z.
Como meu namorado há quase um ano ainda erra meu nome, trocando letras? Não me importo tanto pelo erro de meu nome, mas importo-me --e muito-- com o trocar letras. Poderia ter-me chamado de Austerise; não me atenazaria tanto, pois teria usado as letras adequadas: nomes femininos terminados em -ise se escrevem com S, como Denise e Anelise; mas ignorar que se escrevem com -ês e -esa nomes de pessoas, como Inês, Teresa e o meu, logicamente, Austeresa, adjetivos pátrios, como português e portuguesa, e títulos sociais ou nobiliárquicos, como camponês e camponesa, marquês e marquesa e ainda princesa, a maneira como me tratava, é demais para mim.
Fico agora a pensar: cada vez que me chamava de princesa, sua mente produzia princeza? Não. É demais para mim. Não suporto tal provação. E a traição? Como a descobri? Você mesmo se delatou: '...minha namorada Austereza'. Assim escreveu você; sem vírgula. Assim escolheu me mostrar que tem outra namorada. Não teve coragem de me contar pessoalmente, contou-me por subterfúgio, e eu entendi.
Ao não colocar vírgula entre meu nome e o substantivo que ele especifica, mostrou-me que não sou a única. Se o fosse, ter-me-ia escrito '...minha namorada, Austeresa', com vírgula. Muito perspicaz foi você, dar-me a conhecer uma situação por meios gramaticais: substantivo próprio que especifica substantivo comum, sem vírgula entre eles, restringe, ou seja, há mais de um: 'Professora Austeresa', sem vírgula, pois não sou a única professora, há muitas; mas substantivo próprio que especifica substantivo comum, com vírgula entre eles, explica, ou seja, só há um: '...minha namorada, Austeresa', com vírgula; eu seria a única, mas não o sou; sei-o agora.
Aliás, nem me importo mais com o namoro. Mesmo não havendo a traição, não quero mais tê-lo como namorado, pois dois erros de português em uma única frase cometidos por um 'professor de português' é demais para mim. Adeus."
Nota do autor: Isto nem Austeresa atinou: o substantivo telo, na cidade de Beira, em Moçambique, é usado como sinônimo de jumento; e alonso, em uso informal, significa parvo, tolo, pateta.
*Professor de gramática da língua portuguesa, literatura e redação, desde 1980.
10 dicas para um estudo eficiente
Passamos a maior parte de nossas vidas estudando, primeiro para aprender a ler e escrever, depois para entrar em uma boa universidade, para conseguir um bom emprego, para se manter no emprego ou atingir um cargo superior.
O estudo é um processo contínuo, ou seja, nunca termina, pois precisamos sempre estar atualizados. Quando precisamos aprender algo é necessário se dedicar aos estudos, hoje vou dar algumas dicas para que seu estudo seja realmente eficiente:
1. Prestar atenção a aula: uma das dicas mais importantes, pois é onde se assimila o conteúdo.
2. Perguntar sempre que tiver dúvida: se durante uma aula o professor explicou algo e você não entendeu, não tenha vergonha pergunte e peça para repetir.
3. Personalidade: cada pessoa tem um jeito e assimila o conteúdo de maneira diferente. Anotando, gravando ou até repetindo. Não importa. Você precisa descobrir de que modo aprende mais fácil.
4. Faltou em uma aula: peça o conteúdo emprestado ao amigo ou pergunte ao professor o que foi dado, assim não corre o risco de ficar perdido.
5. Estude fora de sala de aula: procure material extra aula para que possa aperfeiçoar sua aprendizagem. Aluno bom é aquele que vai além da sala de aula.
6. Pesquisar: Está com dificuldade no conteúdo? Pesquise mais sobre o assunto. Hoje em dia é muito fácil encontrar na internet o que precisa.
7. Local: o espaço onde estuda precisa ser organizado, bem iluminado, arejado, confortável e sem distrações.
8. Material: antes de começar os estudos, separe todo o material necessário, assim não fica parando o tempo inteiro.
9. Lista de tarefas: comece sempre pela matéria ou conteúdo mais difícil e faça uma coisa de cada vez pois a preocupação com outra tarefas pode atrapalhar a concentração.
10. Descanse e relaxe: a cada hora estudada levante, espreguice, tome um copo de água e depois retorne aos estudos. Distração é fundamental para mente também.
Então bom estudos! Lembre-se que sempre estamos aprendendo, não é somente em sala de aula, mas com a vida!
* Kalinka Carvalho - www.kalinkacarvalho.com.br - é publicitária, Personal Organizer, Produtora de Eventos e Consultora de Marketing.
Dicas para a ajudar no processo de alfabetização e letramento dos pequenos
As crianças começam a aprender a partir do momento em que nascem. Por volta dos 3 anos, o cérebro do bebê já atingiu aproximadamente 80% do tamanho de um cérebro adulto. O cérebro nunca para de se desenvolver, mas nos 3 primeiros anos esse potencial é enorme e, segundo cientistas essa é a fase crucial para estimular as áreas do lobo frontal associadas a linguagem, movimento, cognição social, auto-regulação e solução de problemas, obtendo resultados que vão se refletir ao longo da vida.
Estudos desenvolvidos nos Estados Unidos mostram que de cada 100 crianças que terminam o primeiro ano com baixas habilidades de leitura,88 chegam ao fim do 3º ano ainda lendo mal,o que limita suas chances de obter sucesso acadêmico e consequentemente de obter uma vaga no mercado de trabalho. Ler é um dos principais combustíveis do desenvolvimento cerebral pois desenvolve a memória, a curiosidade e, acima de tudo o vocabulário.
O processo de alfabetização e letramento tem início muito antes de a criança entrar na escola e, uma vez lá, os anos iniciais são cruciais para o desenvolvimento da leitura e da escrita. E já que essa é uma questão que acompanha pais e professores, resolvemos reunir aqui 5 dicas para ajudar as crianças a ler, ouvir e escrever bem.
Falar
As crianças aprendem uma língua ouvindo os adultos conversarem e participando destas conversas
Falar,contar histórias,desenvolver conversas ajudam as crianças a aprender novas palavras e a se expressar com desenvoltura
As crianças precisam ouvir a língua(ou línguas) que irão falar para aprendê-la.
Crianças são capazes de entender o que falamos,muito antes de serem capazes de produzir algum tipo de linguagem
Conversar com as crianças sobre diferentes acontecimentos, histórias e ideias ajuda no desenvolvimento e na aquisição dos conhecimentos que eles precisarão mais tarde quando começarem a ler e escrever
Escrever
Leitura e escrita andam juntas e são apenas maneiras diferentes de representar o que falamos e de nos comunicarmos
Rabiscos e desenhos são formas de escrita. Eles podem até não representar palavras,mas cada linha e desenho feito pelas crianças representa uma forma de as crianças se comunicarem
Rabiscos e desenhos ajudam as crianças a desenvolverem a coordenação visual e motora que precisaram para segurar o lápis,por exemplo
A medida em que escrevem, as crianças tomam consciência de que letras as letras e palavras tem um significado e aos poucos começam a entender os propósitos da leitura através do desenvolvimento da escrita
Escrever não significa necessariamente utilizar lápis e papel. As crianças aprendem a escrever na areia, brincando com a massinha ou rasgando jornal enquanto fortalecem os músculos dos dedos
Ler
Ler com as crianças é a maneira mais simples e eficaz de ajuda-las a se tornar leitores proficientes
As crianças que estão acostumadas a ouvir histórias estão mais propensas a querer aprender a ler
Ler com as crianças ajuda a desenvolver o vocabulário, a compreensão e o conhecimento necessário para ler outros livros quando estiverem maiores
Ler amplia o vocabulário e traz para o universo infantil palavras “raras” e muitas vezes difíceis de serem encontradas nas conversas do dia a dia
Brincar
A brincadeira talvez seja a primeira maneira das crianças entenderem o mundo a aprender a língua
Brincar ajuda as crianças a ordenar ideias e pensamentos e a coloca-los em palavras
Brincar ajuda as crianças a pensarem simbolicamente e a abstrair
Brincar ajuda as crianças a se prepararem para a vida adulta e a processar o que elas ouvem e veem no dia a dia
Cantar
Cantar ajuda as crianças a aprenderem novas palavras
Quando cantamos falamos mais de vagar e isso ajuda as crianças a identificarem os diferentes sons da língua e a perceber as sílabas
Cantar desenvolve as habilidades auditivas e a memória e torna a repetição mais fácil para a criança-é mais fácil guardar uma música curta do que uma história curta
E para tornar a brincadeira ainda mais divertida e incentivar a leitura,que tal presentear as crianças com estes lindos marcadores:
Estudos desenvolvidos nos Estados Unidos mostram que de cada 100 crianças que terminam o primeiro ano com baixas habilidades de leitura,88 chegam ao fim do 3º ano ainda lendo mal,o que limita suas chances de obter sucesso acadêmico e consequentemente de obter uma vaga no mercado de trabalho. Ler é um dos principais combustíveis do desenvolvimento cerebral pois desenvolve a memória, a curiosidade e, acima de tudo o vocabulário.
O processo de alfabetização e letramento tem início muito antes de a criança entrar na escola e, uma vez lá, os anos iniciais são cruciais para o desenvolvimento da leitura e da escrita. E já que essa é uma questão que acompanha pais e professores, resolvemos reunir aqui 5 dicas para ajudar as crianças a ler, ouvir e escrever bem.
Falar
As crianças aprendem uma língua ouvindo os adultos conversarem e participando destas conversas
Falar,contar histórias,desenvolver conversas ajudam as crianças a aprender novas palavras e a se expressar com desenvoltura
As crianças precisam ouvir a língua(ou línguas) que irão falar para aprendê-la.
Crianças são capazes de entender o que falamos,muito antes de serem capazes de produzir algum tipo de linguagem
Conversar com as crianças sobre diferentes acontecimentos, histórias e ideias ajuda no desenvolvimento e na aquisição dos conhecimentos que eles precisarão mais tarde quando começarem a ler e escrever
Escrever
Leitura e escrita andam juntas e são apenas maneiras diferentes de representar o que falamos e de nos comunicarmos
Rabiscos e desenhos são formas de escrita. Eles podem até não representar palavras,mas cada linha e desenho feito pelas crianças representa uma forma de as crianças se comunicarem
Rabiscos e desenhos ajudam as crianças a desenvolverem a coordenação visual e motora que precisaram para segurar o lápis,por exemplo
A medida em que escrevem, as crianças tomam consciência de que letras as letras e palavras tem um significado e aos poucos começam a entender os propósitos da leitura através do desenvolvimento da escrita
Escrever não significa necessariamente utilizar lápis e papel. As crianças aprendem a escrever na areia, brincando com a massinha ou rasgando jornal enquanto fortalecem os músculos dos dedos
Ler
Ler com as crianças é a maneira mais simples e eficaz de ajuda-las a se tornar leitores proficientes
As crianças que estão acostumadas a ouvir histórias estão mais propensas a querer aprender a ler
Ler com as crianças ajuda a desenvolver o vocabulário, a compreensão e o conhecimento necessário para ler outros livros quando estiverem maiores
Ler amplia o vocabulário e traz para o universo infantil palavras “raras” e muitas vezes difíceis de serem encontradas nas conversas do dia a dia
Brincar
A brincadeira talvez seja a primeira maneira das crianças entenderem o mundo a aprender a língua
Brincar ajuda as crianças a ordenar ideias e pensamentos e a coloca-los em palavras
Brincar ajuda as crianças a pensarem simbolicamente e a abstrair
Brincar ajuda as crianças a se prepararem para a vida adulta e a processar o que elas ouvem e veem no dia a dia
Cantar
Cantar ajuda as crianças a aprenderem novas palavras
Quando cantamos falamos mais de vagar e isso ajuda as crianças a identificarem os diferentes sons da língua e a perceber as sílabas
Cantar desenvolve as habilidades auditivas e a memória e torna a repetição mais fácil para a criança-é mais fácil guardar uma música curta do que uma história curta
E para tornar a brincadeira ainda mais divertida e incentivar a leitura,que tal presentear as crianças com estes lindos marcadores:
quinta-feira, 30 de abril de 2015
O alface ou a alface???
Vejamos algumas palavras que fazem parte do dia a dia, mas que nos deixam em dúvida quanto ao gênero, ou seja, não sabemos se são masculinas ou femininas. Quer um exemplo? Veja a palavra ALFACE.
Você diria: O ALFACE está bonito ou A ALFACE está bonita?
Guarde essa: a palavra ALFACE é feminina. Diga, portanto, que a alface está bonita e barata.
Outra palavra em que as pessoas tropeçam na hora de determinar o gênero é a palavra DÓ. Nada de dizer que você tem MUITA DÓ dos cachorrinhos abandonados. A palavra DÓ é masculina. Diga, portanto, que você tem MUITO DÓ, UM DÓ IMENSO...
Por fim, vamos comentar duas palavras que, por terminarem com a letra A, muitas pessoas acham que são femininas, mas não são. Estou falando de TELEFONEMA e PIJAMA.
Essas duas palavras são masculinas. Diga, então, que você vai dar UM TELEFONEMA para encomendar UM PIJAMA NOVO.
Ele possue ou ele possui?
Você já reparou que existem algumas palavras que, ao falar, nós não diferenciamos muito bem o E do I?
Isso não nos causa embaraço na hora de falar, já que o E e o I são mesmo muito parecidos. A vogal E átona geralmente é pronunciada como se fosse um I.
O problema é quando vamos escrever. Por exemplo, você acha que devemos escrever: Ele possue (com E) ou Ele possui (com I)?
Difícil? Então guarde essa dica: os verbos terminados em UIR, como possuir, excluir, substituir, constituir e outros devem ser escritos com a letra "i". Escreva, então, com "i":
Ele possui / exclui / substitui / inclui / constitui.
Como sempre existem verbos que alimentam nossos pesadelos. Tome cuidado com os verbos em que a terminação UIR vier depois de GU, em que o U é mudo, como seguir, conseguir, perseguir. Esses verbos devem ser escritos com E.
Escreva, então, com E:
Ele segue, persegue e consegue.
Meu óculos OU meus óculos?
Meu óculos OU meus óculos?
É muito comum as pessoas ficarem em dúvida com a concordância da palavra "óculos". Devemos dizer: Meus óculos quebraram OU Meu óculos quebrou?
E essa dúvida não é sem razão. Já que existem palavras, como "pires" e "lápis", que apresentam a mesma forma para o singular (um lápis) e para o plural (dois lápis).
A palavra “óculos” poderia perfeitamente se encaixar nesse grupo.
O problema são os concursos que exigem o uso da palavra "óculos", diferentemente de lápis e pires, SEMPRE no plural.
Segundo sua origem, é o plural da palavra "óculo", trata-se de dois óculos ou de um par de óculos. É um caso semelhante a um par de sapatos, um par de meias e um par de brincos.
Segundo a tradição da nossa língua, você não deve dizer que comprou um óculos lindo ou que “meu óculos quebrou”, como a maioria dos brasileiros fala.
Assim sendo, em concursos, diga:
Meus óculos quebraram;
Comprei uns óculos novos;
Aqueles óculos escuros são lindos.
Duas metades iguais?
Com muita frequência ouvimos as crianças reclamando, ao dividir um bolo por exemplo, que a metade do irmão é maior que a delas. E pior ainda é a prova de matemática que pede ao aluno que divida a figura em duas metades iguais.
Com muita frequência ouvimos as crianças reclamando, ao dividir um bolo por exemplo, que a metade do irmão é maior que a delas. E pior ainda é a prova de matemática que pede ao aluno que divida a figura em duas metades iguais.
Você não vê onde está o problema nesses dois casos? Pense comigo, se são METADES são obviamente duas e se não fossem iguais, não seriam metades.
Falar de duas metades iguais é uma redundância desnecessária. A palavra metade já significa que algo foi dividido em duas partes iguais.
Outra redundância muito ouvida é o famoso ELO DE LIGAÇÃO. Todos os técnicos de futebol procuram "um elo de ligação" entre o ataque e a defesa de seu time. A redundância, nesse caso, reside no fato de que todo elo, por definição, é de ligação. A função básica e única do elo é fazer a ligação.
Bastaria, assim, o técnico contratar alguém para ser o elo entre a defesa e o ataque de seu time.
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